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Alimentos que provocam engasgos e riscos de asfixia

  • 18 de jan. de 2016
  • 2 min de leitura

Engasgo que pode levar à asfixia é um importante problema de saúde pública que preocupa a maioria dos pais. Riscos de asfixia são principalmente associados a alimentos (cerca de 60% dos casos), moedas e brinquedos. Crianças menores de 3 anos merecem atenção especial quanto aos alimentos a que são expostas, uma vez que essa é a faixa etária com maior probabilidade de engasgo.

As crianças são mais suscetíveis a engasgos do que os adultos porque há algumas limitações que as tornam mais vulneráveis. A força do ar gerado pela tosse de uma criança é menor do que a força exercida por um adulto, fazendo com que esse reflexo seja menos eficaz para desalojar uma obstrução parcial das vias aéreas. Outro fator é a maturidade do processo de mastigação e deglutição: embora os dentes já estejam presentes, as habilidades mastigatória levam mais tempo para estarem plenamente desenvolvidas.

Quais alimentos são mais perigosos?

Alimentos com formatos ovalados, arredondados ou cilíndricos são os campeões para o risco de asfixia por apresentarem o mesmo diâmetro das vias aéreas superiores de uma criança.

Alimentos duros que exigem maior trituração também são mais perigosos devido a pouca capacidade de mastigação plena dos pequenos. Alimentos pastosos e pegajosos, com capacidade de “colarem” nas paredes da garganta também podem obstruir as vias aéreas e reduzir a passagem de ar.

Dessa forma, os adultos devem ter muito cuidado ao oferecer alimentos que se encaixam nessas categorias:

- Salsichas e linguiças;

- Amendoins, sementes, nozes e outras castanhas;

- Pipoca, principalmente as mal estouradas;

- Quantidade grande de pasta de amendoim, cream cheese;

- Balas e chicletes;

- Pedaços grandes de carnes e queijos duros;

- Marshmallows,;

- Salgadinhos (principalmente duros como a batata-frita e similares).

E especialmente para os menores de 2 anos, além dos alimentos acima, atenção especial aos abaixo listados:

- Uvas inteiras, uvas passas;

- Casca de fruta e frutas duras cruas (como a maçã e a pêra verde);

- Vegetais duros crus e verduras cruas;

- Alimentos em forma de cordão (exemplo: broto de feijão, espaguete, verduras cortadas em tiras como repolho ou couve).

Lembrando que fatores comportamentais também podem aumentar o risco. Altos níveis de atividade durante o ato de comer como caminhar ou correr, conversar, rir ou comer rapidamente ou encher muito a boca com alimentos aumentam as possibilidade de obstrução das vias aéreas.

Dra. Fernanda Dias

Pediatra - CRM 87000

Texto adaptado: Pediatra Online


 
 
 

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